Dica | Automassagem dos marmas, aromaterapia e cura prânica

I – A Massagem dos marmas com óleos

dica-de-automassagem-ioga-e-cura-pranicaO toque terapêutico é o principal método no tratamento dos marmas. É o poder sensorial que corresponde ao elemento ar cósmico, este relacionado ao prana ou à força cósmica da vida. O prana do praticante afeta o marma, centro prânico de nossa energia vital que é facilmente e constantemente atingida. O prana em um nível mais profundo carrega a energia do amor e da consciência, o que ajuda o toque a curar a mente e o coração.

A abhyanga é o principal método de tratamento dos marmas, como já dito. Os óleos e ervas adicionados ajudam a aumentar a energia de cura em todas as regiões do corpo. Esta poderosa técnica de oleação (snehana) combina o poder do toque terapêutico com as propriedades medicinais dos óleos, ervas e aromas. A massagem do corpo abre a energia marma de maneira geral e torna marmas individuais mais acessíveis para serem tratados.

Outra abordagem utilizada pode ser somente regional, massageando a área do corpo em que o marma específico se encontra, para depois se tratar o marma de maneira mais localizada e eficaz.

Os diversos métodos possuem indicações específicas de acordo com as constituições (doshas), estações do ano, condições ambientais, doenças (vyadhi), desequilíbrios (vikruti).

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Como fazer

Os marmas são áreas sensíveis e requerem que os toquem com cuidado, sempre. Para massagear use o polegar, que protege a força prânica da mão; ou eventualmente use os ossos dos dedos das mãos, pulso, palma ou calcanhar do pé em marmas maiores. A massagem tem duração de três a cinco minutos em cada marma. O movimento no sentido horário fortalece os marmas e órgãos internos, e o movimento anti-horário é utilizado com o objetivo de desintoxicar, reduzir o excesso de doshas ou o crescimento excessivo de tecidos.

A massagem exige o uso de óleos pesados como o gergelim (sésamo) ou de amêndoa. As qualidades emolientes e oleosas reduzem a fricção e suavizam a pele, tornando-se uma experiência agradável. Os óleos penetram nos marmas, aliviam tensões e dores e proporcionam nutrição para pele e músculos.

Esta terapia com óleos ou snehana usa os óleos para fortalecer o paciente ou remover toxinas, dependendo do óleo e quantidade aplicados.

  • Óleo de gergelim e amêndoa: natureza de aquecimento, geralmente usada para o Vata (predomínio de éter e ar), em grandes quantidades.
  • Leves e picantes: bons para o Kapha (predomínio da água e terra), como mostarda, girassol ou açafrão ou gergelim – em pequenas quantidades.
  • Natureza de resfriamento, melhores para Pitta: óleo de coco, ghee (manteiga clarificada) e óleo de girassol.

Obs.: vale ressaltar que em casos de ama (toxinas no aparelho digestivo evidenciadas na língua), resfriados, gripes ou febre e condições agudas, não deve ser realizad a abhyanga ou a quantidade de óleo deve ser mínima; pois eles suprimem o agni (fogo da digestão) e seguram as toxinas e agentes patogênicos no corpo.

Óleos e doshas

Vata: sésamo (gergelim), oliva, ghee e amêndoa. Pitta: coco, girassol, açafrão e ghee. Kapha: mostarda, açafrão, damasco, girassol e gergelim (pouco).

Mardana (acupressão)

É a aplicação de pressão sobre os marmas, especialmente os menores, onde a energia está concentrada em desequílibrio. A pressão é feita com os dedos médio e indicador, principalmente e é usada nos marmas da cabeça ou dos membros (braços e pernas). Ela é aplicada em pontos doloridos ou sensíveis (a menos que estejam feridos) até que a dor e a tensão sejam liberadas. Pode-se usar o polegar e os cotovelos em marmas maiores.

Método

  • Encontre a região marma respectiva, aplique uma pressão constante e moderada, começando de forma lenta e gentil e aos poucos vá aumentando a força. Use um movimento circular no sentido horário para fortalecer/tonificar os órgãos e tecidos internos. E o sentido circular anti-horário para reduzir doshas ou tecidos em excesso.
  • Continue a aplicar a pressão por três a cinco minutos, até que diminua a dor. Massageie suavemente a área para dispersar qualquer tensão.

As mesmas orientações quanto ao óleo e aromas são indicadas aqui, salientando que os tipos Vata são beneficiados com óleos aromáticos de cálamo ou canela; Pitta os de sândalo ou cravo-da-índia e Kapha os estimulantes como a cânfora, a canela e o eucalipto. Pode-se utilizar a massagem completa conjuntamente à acupressão.

II – Aromaterapia

Pela aromaterapia, os óleos aromáticos têm efeitos potentes nos marmas, pois irradiam a influência para diferentes canais, órgãos e sistemas do corpo e da mente. Os aromas podem penetrar profundamente nos marmas e ajustar seu nível de energia e frequência. Eles reduzem os doshas em excesso e provoca as energias sutis de cura do prana (vitalidade), tejas (radiação primária) e ojas (imunidade).

Esta é uma técnica fácil e rápida de trabalhar, feita separadamente ou como parte da massagem. Um óleo aromático pode ser aplicado antes da massagem com o intuito de abrir a energia do ponto, ou pode-se espalhá-lo após a massagem para vedar o local tratado.

O procedimento é rápido e instantâneo, bons para condições graves em que a pessoa não tem tempo para um tratamento mais longo. Pode-se usar óleos aromáticos (já prontos para aplicar) ou óleos essenciais (deve ser diluído em um óleo-base: já citados, ex: semente-de-uva). Alguns: os refrescantes como sândalo para aliviar dores, inflamações ou irritação local; outros para aquecer e estimular como a canela ou eucalipto e para o combate do frio e rigidez ou estimular a circulação; ou bálsamo para dores como o bálsamo-de-tigre vermelho (tiger balm – produto da medicina chinesa) que contém principalmente cânfora, mentol ou a gaultéria.

O ideal é massagear a região do marma de forma leve, levando em conta a orientação anterior acerca dos movimentos horário/anti-horário.

Os tipos de óleos aromáticos mais comuns são os picantes. São aquecedores e ótimos para reduzir Kapha e Vata. Os típicos são anis, manjericão, louro, cálamo, eucalipto, gengibre, hena, nos-moscada, pimenta, salva e tomilho. Os óleos de árvores coníferas em sua maioria, também o são: cedro, pinheiro, zimbro, pinho e abeto. Alguns óleos picantes são bons pra Pitta também como a cânfora, canela, cardamomo, cravo-da-índia, coentro, cominho, erva-doce, menta, agripalma, alecrim, açafrão, hortelã, açafrão-da-índia e gaultéria.

Outro tipo importante são os óleos ‘doces’, geralmente derivados de flores. Reduzem Pitta e Vata e podem aumentar Kapha. Úteis para complicações ginecológicas e agem como tônicos para o coração e sistema reprodutivo. Alguns: orquídeas, prímula-da-noite, frangipana, gardênia, madressilva, íris, jasmim, lírio, lótus, rosas e açafrão.

Alguns óleos naturais são sulfúreos em seu perfume sendo bons para o Vata e para estabilizar a consciência em condições de choque ou histeria. Alguns: alho, cebola, valeriana, jatamansi e assa-fétida (hing).

Várias combinações podem ser feitas entre ervas e óleos, aumentando seu poder e criando uma sinergia com as substâncias de cura. Fica ao seu critério.

 

III – A cura prânica (também chamada de Prana Chikitsa)

Consiste em nada menos do que usar seu próprio prana sobre o ponto marma de quem recebe a terapia. Em zonas marmas maiores como o coração ou o umbigo a pessoa pode simplesmente colocar a palma das mãos acima do marma ou a alguns centímetros com o objetivo de trazer a energia prânica positiva e dispersar a energia prânica negativa, ou tocar o marma e transmitir pelo toque o prana.

O melhor também é direcionar o prana junto à sua respiração, projetando uma vitalidade positiva junto à sua inalação e retirando a energia negativa junto à sua exalação. Ela pode ser potencializada com o uso de mantras, métodos de pratyahara (um dos 8 ramos yoguicos), cores, pedras e, naturalmente, o fluxo positivo do prana do terapeuta à pessoa.

Por Pollyana Degan

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