Texto | Desvendando os Chakras, o núcleo da fisiologia sutil – Parte I

desvendando-chakras-fisiologia-sutil-energia-yogaChakra, assim como karma, é uma palavra em sânscrito que se tornou bastante popular. Traduzindo para o português, chakra significa literalmente círculo ou roda, poderíamos dizer que uma bicicleta tem cakras.

No contexto do yoga, essa palavra se refere a centros de energia que se encontram em pontos específicos do corpo, os localizados ao longo da coluna são tidos como os mais importantes e consequentemente também são os mais conhecidos, são eles: múládhára, swádhisthána, manipura, anáhata, vishuddha, ájña e sahásrara. No segunda parte, “Desvendando os chakras: Os 7 centros principais de Energia”, eles são abordados minuciosamente.

Para entender melhor a existência e atuação desses centros de energia, ajuda bastante partirmos da visão cosmológica que serviu de base para o desenvolvimento desse conhecimento, segundo a qual o que há de mais sutil, a consciência, é a origem e a base a partir da qual manifestam-se energia, mente e matéria. Nessa concepção, a energia ou prana é, por um lado, o veículo da consciência e por outro o elán dinamizante e estruturador da matéria e está associado a cada função orgânica nos seres vivos.

O homem como um reflexo do macrocosmo possui a mesma estrutura e nosso processo de formação é análogo. O sistema cerebroespinhal é a primeira parte do organismo a ser desenvolvido durante a gestação e a partir dele materializam-se todas as formas corporais. Isso é representado nos chakras através dos elementos a eles associados, do topo da cabeça à base da coluna, temos o caminho da manifestação cósmica na qual eles se apresentam do estado mais sutil ao mais denso: consciência, mente, espaço, ar, fogo, água e por fim, terra.

Os chakras são a parte nuclear do corpo sutil, sukshma shariram, composto também por uma rede de nadís, canais pelos quais a energia é irradiada. Essa estrutura sutil se relaciona com o corpo denso através dos sistemas endócrino, nervoso e miofascial¹. Cada chakra trabalha coordenado a plexos nervosos, glândulas endócrinas, órgãos e regiões específicas do corpo como veremos na segunda parte deste artigo que será publicado aqui em breve.

Além de atuar recebendo, acumulando e irradiando a energia para todo o corpo, os chakras são centros de consciência que representam estágios de compreensão de si mesmo e do mundo. Segundo Harih Johari, grande referência no assunto, os chakras podem ser imaginados como rodas da mente que vive na floresta dos desejos, cada chakra é um estágio no pátio de recreio dos desejos e a nossa vida inteira passamos nesta floresta pensando e compreendendo as situações da vida do ponto de vista do chakra no qual nos sentimos mais confortáveis.

O que vai determinar esse conforto – e consequente perspectiva singular diante da vida e de alguns conceitos – é o grau de energização de cada chakra que podem estar hipo ou hiper energizados e também a forma como essa energização ocorre: se o prana circula na zona periférica, simbolizada pelas pétalas do lótus; na zona interna, simbolizada pelo botão ou na zona mais profunda, que tem como símbolo a raiz da flor de lótus.

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A flor de lótus de cada chakra tem um número de pétalas diferente de acordo com a disposição das nadis, canais de energia, que o rodeiam e terminações nervosas a ele associado. Em cada pétala está inscrita uma letra do sânscrito representando sua vibração e o número total de pétalas de todos os chakras é o mesmo que a quantidade de letras do alfabeto sânscrito. No centro do lótus, há o mantra semente e também vemos; em representações mais elaboradas, além da forma geométrica dotada de cores específicas; a imagem de animais que representam características do chakra e que também são o veículo do devata regente, deidade masculina e ao seu lado, a shakti, seu poder, ou deidade feminina.

Todo esse simbolismo é muito importante, pois constitui peça chave para a realização de técnicas meditativas voltadas para o equilíbrio energético dos chakras. Isso porque tais técnicas envolvem visualização desses símbolos conjugada a percepção sensorial e emocional, além do uso dos mantras sementes.

Por atuar nessa estrutura sutil, que o yoga com seu arsenal de praticas, sobretudo quando embasadas por esse conhecimento, é capaz de proporcionar grandes transformações. Ao equilibrar todos os sistemas e nossa personalidade, além de segurança e tranquilidade, alcançamos um aprofundamento de visão diante da vida que nos aproxima da nossa natureza básica. No próximo artigo, veremos cada chakra em detalhe e sua relação com as posturas do yoga.

Harih Om
Por Gilberto Schulz

¹Sistema miofascial energiza, suporta e conecta todos os nossos tecidos e traduz a contração muscular em movimento organizado.

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3 Respostas para “Texto | Desvendando os Chakras, o núcleo da fisiologia sutil – Parte I

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